"Não importa para onde vamos ou de onde voltamos. O que importa são as experiências únicas e os cenários surpreendentes com que nos deparamos. Viajamos em busca do que a vida pode nos revelar, num verdadeiro banquete de sabores, cores e sons."
E confesso: não tem graça nenhuma viajar e não contar para alguém, mostrar as fotos, compartilhar....
Voltar para casa também é uma experiência maravilhosa que só podemos sentir quando viajamos.


Várias fotos que ilustram as postagens são retiradas da Net.

Curitiba - Passeio de Litorina

Dezembro 2016
O principal objetivo da nossa ida a Curitiba foi para fazermos o passeio de Litorina pela ferrovia entre Curitiba e Morretes. Compramos o passeio da Serra Verde Express que ´detém o monopólio deste passeio.
Uma van passa pelo Hotel em torno de 8 horas para o apanhe de ´passageiros que são conduzidos à Estação Ferroviária para o embarque.

 
Maquetes expostas na Estação Ferroviária de Curitiba
 
                                   http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/turismo/trilhos-com-luxo/

 São  3 vagões: Copacabana, Foz e Curitiba. É automotriz e funciona sem  Locomotiva.
 
 
 
Embarcamos em torno de 9 horas na Litorina Curitiba.
 

-Os outros dois vagões  Copacabana e Foz possuem uma decoração que remete à época áurea das viagens de trem. Foz lembra a fauna e a flora da Mata Atlântica.




O vagão Curitiba com uma decoração clean, foi inaugurada em Novembro 2015.  " As poltronas em couro marrom, próximo da cor do pinhão, é uma das homenagens ao estado. O fruto das araucárias também é lembrado nos desenhos do teto, revestido com mais de 10 mil tachas douradas."


 
 
 
Durante toda a viagem, são servidas as bebidas: espumante, cerveja, refrigerante e água.
 


E o café da manhã...
 

Apesar da manhã chuvosa, pudemos desfrutar de belas paisagens no percurso. São 110 quilômetros numa ferrovia de mais de 130 anos. Durante a viagem 2 guias simpáticos vão narrando a história da ferrovia e apontando os locais mais pitorescos.


Foram 9.000 operários trabalhando durante 5 anos na construção da ferrovia..


 Estação Marumbi  no Parque Estadual do  Marumbi. Frequentado por  ecoturistas e montanhistas que partem daqui para o Pico do Marumbi.


Prá que pressa, se vamos apreciando as belezas da Serra do Mar?


 
 
Santuário Nossa Senhora do Cadeado
Tentei saber a origem do nome de Nossa Senhora do Cadeado e fiquei sabendo que o Caminho de Itupava é uma trilha histórica aberta por indígenas e mineradores para ligar Curitiba a Morretes no século XVII. Mais tarde na ocupação da região, foi cavada uma vala curva que lembrava a alça de cadeado. Tornou se conhecida como Passagem do Cadeado. Em 1960 foi construído aí um Mirante e,  a Capela no formato de um cadeado,  que recebeu o nome de Santuário de Nossa Senhora do Cadeado.;
 
 
 
"No Caminho do Itupava com a ferrovia foi construído, em madeira, o escritório da Comissão Construtora sobre uma elevação  abaixo da  passagem do Cadeado.
No refeitório foram recepcionados a Princesa Izabel com o Conde D'Eu em dezembro de 1884 e todos os convidados da viagem inaugural de 2 de fevereiro de 1885.  

Tornou-se um dos locais favoritos do pintor Alfredo Andersen que o eternizou em suas telas. Na década de 1960   o Engenheiro Raphael Semchechem construiu sobre suas fundações o atual mirante e a curiosa capela de Nossa Senhora do Cadeado, inaugurada com uma missa em 5 de fevereiro de1965. " http://caminhodoitupava.com.br/itupava/cadeado.asp

 
Elma se encantou com cada trecho da viagem.  Além dos 14 túneis, passamos por uma ponte de 55 metros de altura.

 
Chegando em Morretes tivemos uma longa espera para passagem de uma enorme composição de vagões. Já eram 14 horas. Pensando que iriamos direto para o Restaurante, colocaram-nos em uma van que nos levou para um "City tour" em Antonina.


O City tour consistitui em chegar aqui neste Mirante do Valente, de onde se tem uma vista da Baía, e de algumas ruínas.


Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, concluída em 1722 com trabalho escravo. Foi restaurada em 1927, depois de um longo abandono. E acabou de City tour de Antonina. Foi só isto mesmo.

 
Em torno de 14h30, nos levaram ao Restaurante Serra Verde Express para comermos o famoso Barreado de Morretes.  
 

"O Barreado consiste basicamente de uma porção de carne cozida lentamente por muitas horas dentro de uma panela de barro. Para que a carne não ressecasse por passar tanto tempo no fogo, as panelas passaram a ser tapadas e suas tampas vedadas com uma pasta de farinha, de modo que o vapor ficasse retido lá dentro. Chamou-se isto de “barrear a panela” – daí o nome do prato. O tempo de cozimento é tão longo que a carne acaba se desfazendo por completo, resultando em um caldo espesso e muito saboroso."http://www.viajenaimagem.com/2013/07/passeio-trem-curitiba-morretes.html

Para mim foi decepcionante. Depois, fomos informados que existem Barreados e Barreados e este talvez seja o pior deles. Como não comi em outro lugar, não tenho como fazer comparação. Pagamos R$7,00 por uma coca cola de 300ml




Após o almoço a guia apontou o dedo para a esquina do restaurante e disse: as lojinhas ficam lá. Eu perguntei pelo city tour prometido pela Serra Verde Express. Ela respondeu que não é city tour, era apenas um tour, que consistia caminhar do Restaurante até as "lojinhas" sem guia. Marcou o horário da volta em frente à igreja.



Rio Nhundiaquara  serviu como primeira via natural de ligação entre o litoral e o planalto, sendo navegado pelos descobridores já em 1560 e é uma importante via de comunicação da cidade e por sua importância histórica e turística no contexto de Morretes .                                                                       http://www.turismo.pr.gov.br/modules/conteudo/morretes.php 
 
 
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto Inaugurada em 1850. Em frente à igreja está instalado um sino, vindo de Portugal, com o brasão do Império, fundido no ano de 1854, além de uma cruz que data da passagem do século e um relógio em sua torre que funciona desde a fundação da igreja. http://www.turismo.pr.gov.br/modules/conteudo/morretes.php
 
Daqui de frente à igreja, aguardamos a Van que nos levaria de volta a Curitiba pela Estrada da Graciosa. Para nossa decepção a guia ordenou ao motorista que seguisse pela BR porque o tempo estava chuvoso. Porém, ficamos sabendo depois, que as Vans que fizeram o transfer com outros grupos seguiram tranquilamente pela Serra da Graciosa, onde não estava chovendo.
 
Portanto, nos sentimos 'enganados" na compra do Pacote da Serra Verde Express. O passeio é bonito, vale a pena, mas é bem caro e as promessas que vem impressas no voucher não foram cumpridas. Se tiver jeito de comprar apenas o passeio na Litorina, vale a pena fazer as outras coisas ´por conta própria, como: passear por Antonina e Morretes, procurar um bom restaurante e um transfer de volta para Curitiba pela Serra da Graciosa, se não estiver chovendo. Do contrário, procurar esclarecer bem estas questões com a guia quando ela se apresentar na Estação Ferroviária.
 

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