"Não importa para onde vamos ou de onde voltamos. O que importa são as experiências únicas e os cenários surpreendentes com que nos deparamos. Viajamos em busca do que a vida pode nos revelar, num verdadeiro banquete de sabores, cores e sons."
E confesso: não tem graça nenhuma viajar e não contar para alguém, mostrar as fotos, compartilhar....
Voltar para casa também é uma experiência maravilhosa que só podemos sentir quando viajamos.


Várias fotos que ilustram as postagens são retiradas da Net.

Fortaleza e Jericoacoara - Ceará

16 a 22 de março de 2017

Viajar de Uberlândia a Fortaleza é tranquilo. Fomos e voltamos  num vôo Tam, com conexão em Brasilia e pouco tempo de espera.

Fortaleza conta com menos de 1 milhão de habitantes e tem lá suas mazelas como qualquer cidade brasileira, mas diferentemente de outras cidades que tenho visitado,  não vi pedintes nas ruas e me senti segura andando por lá.



No dia da chegada fomos dar uma giro a pé e bem perto do hotel chegamos à Rua Monsenhor Tabosa, que foi o centro da moda de Fortaleza. Hoje, nem tanto, muitas lojas e mini shoppings fechados numa evidência de que a crise chegou por lá e com força.


Fotos: 1-Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura; 2- Museu de Cultura Cearense - Mostra de Cerâmica - Miolo de Pote; 3- Piões de barro feito por mulheres; 4 e 5- Figuras primitivas de cerâmica; 6- Painel 7-Passarela Metálica que liga os espaços dentro do Centro: 8-Arquitetura do entorno do Centro Dragão do Mar.


Fotos: 1- MaC  2 e 5 - Mostra de fotografia; 3 e 4 - Mostra de Raimundo Cela; Estas mostras estão no MAC. Clique aqui.   Museu de Arte Contemporânea

Seguindo, fomos ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. -  São 14,5 mil metros quadrados de área construída para vivenciar a arte e a cultura. Museu da Cultura Cearense, Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Multigaleria; Teatro Dragão do Mar, Espaço Rogaciano Leite Filho Arena Dragão do Mar, Cinema do Dragão - Fundação Joaquim Nabuco, Planetário Rubens de Azevedo, Anfiteatro Sérgio Mota, Auditório e Praça Verde do Dragão.


Fotos: 1 a 4 - Ponte Metálica ou dos Ingleses.
 
Do Dragão do Mar fomos até a Ponte Metálica ou dos Ingleses - Atualmente, a Ponte dos Ingleses conta também com um Núcleo de Proteção dos Golfinhos e uma Torre de Observação de Cetáceos.  A ponte sofre com o desgaste natural do tempo e das marés. A   construção passou a ser frequentada como mirante por sua visão privilegiada e ganhou apelo turístico para pescar e assistir ao Por do Sol, por exemplo. Mas no dia que passamos por lá estava nublado e perdemos o espetáculo.

 
Fotos: 1-Beira Mar; 2-Bar do Pirata; 3-Escultura na areia; 4-Escultura de Iracema; 5-Barraca da Boa; 6-Patinha de Caranguejo.

Fomos caminhando da ponte até a Feirinha Beira Mar na Praia do Meireles. No caminho, o Bar do Pirata que apresenta shows de humor,  ambulantes, muita gente fazendo caminhada, esculturas de areia, a belíssima figura  de Iracema.
A quinta feira é consagrada ao Caranguejo, porém as indicações para degusta-lo era a Praia do Futuro.
Na Barraca da Boa nos contentamos com patinhas de caranguejo e camarão.
Dali até a feirinha foi um pulo. Artesanato, castanhas, etc
 

Fotos: 1-Primeira fachada Teatro Iracema; 2- Segunda Fachada teatro; 3- Escada que conduz ao auditório, 4- os 3 andares; 5- plateia; 6-Jardins ( Burle Marx )
 
No segundo dia em Fortaleza, fomos direto para o Theatro José de Alencar, a tempo de fazer a visita guiada das 9:00 horas. Foi inaugurado  em 17 de junho de 1910. Possui arquitetura eclética e sala de espetáculo em estilo art nouveau de três andares que comporta 800 lugares.  Conta ainda com auditório de 120 lugares, foyers, espaço cênico a céu aberto  e o grande jardim projetado por Burle Marx. O Theatro tem sua estrutura arquitetônica constituída de peças de ferro fundido importadas de Glasgow, na Escócia. Eu me surpreendi quando cheguei na porta e vi a fachada branca do Theatro. Cheguei a perguntar para o taxista se era ali mesmo, porque estou acostumada a ver em revistas e na Net  a segunda fachada, que fica atrás da fachada branca. A explicação é que a fachada icônica não possuía vidros, então era protegida do vento, da chuva pela primeira fachada.


Fotos: 1-Farmácia Oswaldo Cruz; 2-Igreja N. Sra da Conceição da Prainha; 3- Estátua de José de Alencar; 4- Museu do Ceará; 5-Rua Monsenhor Tabosa; 6-Catedral Metropolitana; 7-Mercado Central; 8-Praça dos Leões; 9-Cine São Luiz.

Depois da visita ao Theatro completamos nosso  tour passando pela Praça José de Alencar, onde o monumento em sua homenagem está lamentavelmente pichado, a Praça do Ferreira onde estão majestosos o Cine São Luiz (1958) com capacidade para 1.500 pessoas, hall e escadaria em mármore de carrara, lustres de cristais tchecos, e hoje sedia eventos importantes como o Festival de Cinema do Ceará. A Farmácia Oswaldo Cruz (1934) o Palacete Ceará, (1914) hoje Caixa Econômica Federal. Dalí passamos pela Praça dos Leões, Museu do Ceará, Catedral Metropolitana e Mercado Central. Tudo perto e que dá tranquilamente para fazer o percurso a pé.
 
 
Fotos: 1 a 4 - Mercado do Peixe com Elizete e Homero.

Nosso almoço foi no Mercado do Peixe que, indicado pela amiga Elizete Storti, foi um grande achado. O Mercado foi reinaugurado há um ano, possui uma ótima estrutura que se compõe de 45 boxes de venda de frutos do mar e 4 boxes de preparo e venda de bebidas. Sob a cobertura, de frente para os boxes de preparo ficam as mesas com uma linda vista à beira mar. Fica aberto até as 22:00 horas.
Nos boxes, o cliente faz a escolha da Lagosta, Camarão, ou Peixe e compra por quilo. Leva ao Box de Preparo que cobra 8,00 reais por quilo para preparar. Estivemos lá duas vezes. Na primeira comemos Lagosta. Elizete e Homero estiveram lá dando assessoria técnica. Na segunda vez, decidimos por um Peixe Pargo, enquanto Elizete e Homero preferiram a Lagosta. Os Boxes de Preparo oferecem acompanhamento como Arroz branco, Baião de 2, macaxeira e batata frita.  Escolha o lagostim sem cabeça. 1 quilo dá cerca de 12 lagostins. Serve 3 pessoas. (Dicas da Elizete)
 

Fotos: 1 a 3 - Mercado dos Pinhões com Elizete e Homero.
 
À noite fomos ao Mercado dos Pinhões. Sua estrutura de ferro adornada foi trazida da França para o antigo Mercado de Carne em Fortaleza que foi desativado. Hoje é um dos principais redutos culturais de Fortaleza. Além da tradicional feira orgânica que abriga, o espaço conta com feiras, várias apresentações de artistas regionais onde pode se  conhecer melhor a música, a arte e o comercio cearense.  Além de boa comida, a banda nos fez recordar ritmos dos anos 60. No entorno, vários bares com cadeiras ao ar livre completam a diversão. Do Mercado, pulamos para a Budega dos Pinhões, onde o som chegava mais ameno.
 
 
Fotos: 1 a 4 - Colosso Lake Lounge  com Elizete e Homero

Nosso terceiro dia fizemos  um agradável passeio com Elizete e Homero. Com uma linda vista, lago com vitórias-régias e decoração com madeira de demolição, o Colosso Lake Lounge  point de badalação em Fortaleza.
 

Fotos: 1 a 5 - Colosso Lake Lounge com Elizete e Homero.

Lá pudemos apreciar a prática de um esporte em que o atleta sobe numa prancha e desliza no lago preso a uma carretilha, fazendo manobras sobre rampas distribuídas dentro do lago. Perguntei o nome do esporte mas me esqueci.
 

Fotos: 1 a 3 - Praia do Futuro - Barraca Crocobeach.

Depois da Lagoa, fomos para a Praia do Futuro que é linda, e muito agradável. Endereço certo para um dia de praia. Barracas muito bem equipadas e atendimento de primeira.

Jericoacoara

Quando chegamos em Fortaleza, ainda no aeroporto, compramos nossos transfers para Jeri pela Fretcar, que também vende passagens na Rodoviária e em um quiosque na Praia do Meireles, em frente ao Hotel Praiano e foi onde tomamos o ônibus as 8:00 horas de domingo para Jeri. 
As passagens de ida e volta  para duas pessoas custaram 340,00 reais.


Fotos: 1-Onibus Fretcar; 2-Restaurante Castelo Encantado em Acaraú; 3 e 4-Jardineira (pau de arara);

De Fortaleza a Jijoca são 300 km de asfalto com uma parada para almoço em Acaraú em um Restaurante chamado Castelo Encantado e que lembra um castelo medieval. Durante a viagem é animador observar as várzeas e suas carnaubeiras, árvores símbolo do Ceará, chamadas de Arvore da Vida.  De Jijoca a Jeri, nos transferimos para um caminhão pau de arara que eles chamam de Jardineira. Tem alguns quilômetros de asfalto, estrada de terra e a partir de Preá a viagem é feita pelo Parque das Dunas até Jeri. Em Jeri a Jardineira deixa os passageiros na Rua São Francisco e todos tem que procurar sua pousada a pé ou contratar um buggy ou caminhonete que ficam parados por alí. As ruas são de areia e malas de rodinhas vão dar um trabalho a mais.


Fotos: 1-Praça do centro; 2-chuva em Jeri; 3- Restaurante Bistrogonoff; 4- Moqueca de Robalo com camarão; 5-Restaurante Bom de Boca; 6-Rua Principal.

Até o ano de 1985, Jericoacora era apenas uma isolada aldeia de pescadores, escondida entre imensas e móveis dunas. Por volta dessa época o turismo foi descoberto.
Cavada entre enormes dunas e o mar, é um dos poucos lugares no Brasil onde é possível assistir ao sol nascer e se pôr no oceano, devido a sua localização peninsular. A duna mais próxima da vila é ritualisticamente ocupada pelos turistas para assistir ao pôr-do-sol, devido a sua grande altura e posição privilegiada frente ao mar. A pequena vila não possui pavimentação, mas possui excelentes hotéis, pousadas e Restaurantes.
 

Fotos: 1 a 4 - Por do Sol na Duna
 
Ainda chegamos a tempo para irmos até a Duna na praia de Jeri, onde as pessoas se reúnem para assistirem ao Por do Sol que,  naquele dia, ficou comprometido por nuvens que teimaram em esconder o sol. A Duna possui mais de 500 anos e  se movimenta de 10 a 20 metros por ano em direção ao mar. A praia de Jeri é extensa, calma e morna como nunca vi em nenhuma praia do Brasil.

 
Fotos- 1 a 4 - Árvore da Preguiça

As 9:00 da manhã seguinte partimos em uma caminhonete para um passeio com mais 6 pessoas.
Este passeio foi agendado com o Clerton  - Telefone (88)  9 9765 3352. A primeira parada  foi  na Arvore da Preguiça, que não conseguiu desenvolver se normalmente para cima, mas para o lado devido a ação do vento.


Fotos - 1 a 4 - Pedra Furada com Geise, João Phelipe, Rosa, e Luis o fotógrafo.

Depois fomos até a Pedra Furada. Os veículos estacionam em um determinado local a cerca de 1 km da Pedra e chegamos lá caminhando. Muito bonito, mas na volta pegamos uma chuva forte. Usufruimos da agradável companhia de 4 simpáticos jovens de Belo Horizonte: Geise, Rosa, João Phelipe e Luis, o grande fotógrafo. No mês de julho é possível assistir ao Por do Sol dentro da pedra.


Fotos: 1-Parque das Dunas, 6-Alchimist; 7 a 9 - Lagoa Paraiso.
 
Passamos pela Lagoa Azul,  apenas observada  de dentro do veículo e chegamos à famosa Lagoa Paraíso que faz juz ao nome com suas redes esticadas dentro d'agua morninha. Ficamos no Alchimist Beach Club que oferece toda estrutura para  apreciar e curtir a Lagoa. No retorno para Jeri, passamos pelo Parque das Dunas que é espetacular.
 
Voltando de Fortaleza, fizemos conexão em Brasilia e tive uma enorme decepção com a sujeira e falta de manutenção dos banheiros do aeroporto. Uma pena. Aeroporto de Primeiro Mundo com manutenção de Terceiro Mundo.

A viagem para Jericoacoara pode ser tornar mais rápida a partir da operação de vôos de Recife para o Aeroporto que fica na cidade de Cruz, próximo a Jijoca. Certamente serão criados os traslados de Cruz até Jericoacoara, provavelmente caminhonetes, credenciadas a  transitar dentro do Parque das Dunas.

Antes da viagem, fui submetida a uma Ressonância do Joelho, que estava doendo. Ao retornar fui buscar o resultado e, infelizmente, foi constatada uma fratura que deve ter piorado  com a viagem, pois caminhei bastante, subi e desci da "Jardineira" e depois nas dunas. Tinha comprado um pacote para Ouro Preto que tive que cancelar e estarei de "molho"  durante 2 meses. Espero estar em condições de viajar em outubro, quando voltarei aqui para mostrar e contar um pouquinho da delicia que é viajar.